Protegido: Mapeamento – Colegio Aplicação

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Memorial descritivo

Muitas coisas me influenciaram para estar no momento que me encontro hoje. A primeira de muitas delas talvez seja a escolinha de artes da UFRGS, que cursei quando era criança, que me lembro muito mais do que quase todas as aulas de artes que tive nos colégios que passei, quando estas existiam no currículo das mesmas instituições. A vontade de desenhar e o interesse que sempre tive pela fotografia e depois pela gravura. Desde o tempo da PUCRS, quando cursei e me formei em Publicidade e Propaganda, já me interessava pelas questões gráficas e fotográficas. Mas o curso em questão é voltado para uma visão muito mais mercadológica, e os resultados para este sentido foram frustrantes para mim. Na época já me interessava pelo interesse em fazer um novo curso e outro vestibular na UFRGS, mas faltava tempo, e decidi terminar uma coisa antes de começar outra.

Já dentro dos ‘muros’ da universidade pública, e após dois bacharelados na área de poéticas, sendo fotografia e gravura, e também com algumas frustrações com o sistema de artes, mas sem desistir dele, me ‘transportei’ para a licenciatura. Já pensei sobre a possibilidade de me ver ensinando, principalmente durante as monitorias nos ateliers de gravura do Instituto de Artes e nos laboratórios de fotografia da mesma instituição, da Casa de Cultura Mário Quintana e do Museu de Comunicação Hipólito da Costa em oficinas de fotografia. Em razão disso, surgiu a oportunidade e a necessidade de começar a ministrar oficinas nestas áreas em outros lugares, mas de modo muito pessoal.

Porém vale lembrar que, ainda dentro desta área, antes destas mesmas experiências de monitor, houve uma outra grande experiência, uma imersão, mais precisamente, no mundo do ensino através do trabalho de mediação na 5º Bienal do Mercosul, na sua edição em 2005. A mesma experiência que se repetiria no ano de 2009, na 7ª edição. Nestes “mergulhos” quase sem paraquedas, foram provavelmente o estopim para adentrar de vez na área do ensino e da educação, pois antes nunca havia realizado algo parecido como dar aulas para um grande público, ou até mesmo, de ensinar alguém e ver o resultado disto se concretizar com o retorno das pessoas, as vezes por elogios, as vezes fisicamente na mesma exposição. Foi um batismo de fogo na are, e nem tudo foram flores obviamente, mas de modo geral foi bem proveitoso. Tive contato com as mais diversas pessoas, do mais diversos públicos, com artistas e com obras de arte, convivendo quase que diariamente, o que é parte de um exercício pleno de educar-se, de construção e desconstrução de conceitos e paradigmas que tinha com relação as artes e afins.

Mas o trabalho mais longo que participei foi quando trabalhei no Programa ProJovem Adolescente, em 2011, onde fiz um trabalho como “orientador social”, junto a adolescentes de 13 a 17 anos moradores da zona norte (Sarandi, Santa Fé, Rubem Berta). Foi muito contrastante ver as condições sociais que estes jovem vivem e convivem todos os dias. Já tivera um contato com este mundo periférico que insistimos em não querer ver, mas desta vez foi algo muito mais gratificante. Mesmo sendo das artes, e trabalhando com esta área para construir um vinculo com os jovens e assim pode trabalhar e relacionar os assuntos que deveriam ser tratados. Assim como assuntos que não estavam no manual, mas que eram importantes para eles…

Por fim, acho que é muito bom aprender coisas novas, aproveitando para criar e recria-las todos os dias. Mas acredito é muito mais satisfatório poder apresentar e colocar para outros o que se aprende; mostrar para os alunos, não importando a idade, e ver o que estes podem criar, recriar e interpretar com este algo novo. E com isso vivenciar novas experiências quase todos os dias; habitando novos mundos que existem, mas que não fazem parte da nossa rotina habitual. Ao meu ver, isso tudo, e muito mais coisas ainda que poderia entrar aqui, seja pelo lado positivo ou pelo lado negativo, é o que a educação proporciona pra mim.